Tempero da arte, música, dança em Cachoeira coloca a dose certa de cultura na cidade
Centro da História pelas suas lutas na Independência do Brasil, Cachoeira, cidade no recôncavo da Bahia, ainda é reflexo dos acontecimentos históricos, nas fachadas das casas e em suas ruas ladrilhadas. Seu burburinho cultural vem deixando sua marca em galerias, oficinas de capoeira, sebos, encontros de poetas, músicos, pintores e admiradores das artes. O encontro é feito geralmente à noite, e, quando se fala em ir para um barzinho legal, ouvir um poeta recitando, bater um papo no meio dos trabalhos de artistas reconhecidos, o Pouso da Palavra é uma boa pedida. O lugar, marcado pela originalidade, por seus traços de arte nas mesas com bases de máquinas de costura, e pelos objetos que compõem o espaço, foi idealizado por Damário da Cruz, poeta e fotógrafo que há dez anos abriu essa mistura de galeria, bar e biblioteca.
Rosângela, que toma conta do espaço do artista, conta que o desejo inicial de Damário da Cruz era colocar somente os seus trabalhos de fotografia e poesia a mostra. Mas com o tempo colocou a sua casa de portas abertas para conterrâneos da cidade e todos os artistas dispostos a expor seus trabalhos. Além da freqüência artística no ambiente, professores e estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia aproveitam o espaço, para promover lançamentos de livros, saraus de literatura e exibição de filmes.
No mesmo clima entra o sebo Café com Arte de Michel Bogdanowicz, polonês naturalizado brasileiro que, 35 anos depois de chegar ao Brasil, decidiu morar em Cachoeira. O sebo comercializa, além de livros, artefatos, adereços e CDs antigos e disponibiliza o espaço para a exibição de filmes, apresentação de grupos musicais e lançamentos de livros, tudo aberto ao público. Além de petiscos deliciosos, o lugar proporciona boa música e boas histórias contadas pelo dono do sebo.
Arte para todos os gostos
Outra boa atração para os turistas são as galerias e ateliês que só mostram quadros, artefatos e jóias para venda, como o atelier e galeria Luz do Sol. O espaço pertence ao artista plástico Billy Oliveira, que pinta há mais de 10 anos e diz sofrer no verão com a queda de turistas na cidade. Com isso, abre a galeria por mais tempo, nas festas tradicionais, como a D’ajuda e de Nossa Senhora da Boa Morte.
Para quem deseja comprar arte africana, jóias trabalhadas com pedras de todos os tipos a galeria de Mônica Maia e Pedro Aragão está à disposição. Próxima à igreja matriz da cidade, o ambiente, com iluminação adequada e amplo espaço se divide entre as especialidades dos donos. A Mônica Maia, que nos recebeu para a entrevista, é uma artista que desenha e monta jóias. Diz que o espaço tem sim um público restrito, poucos moradores da cidade e bastante gente da França, Canadá e Itália que compram com mais freqüência suas obras. Mas a população local entra mais por curiosidade, pois o espaço foi aberto há pouco tempo. Carioca, Mônica revela que adora a cidade de Cachoeira, mas acha que se tem pouca preocupação dos órgãos competentes em investimentos na área da cultura.
Cachoeira, para quem a visita, mostra-se cada dia mais expressiva, um lugar no qual a cultura permeia por todos os cantos. Para quem a habita é motivo de orgulho pela presença de poetas, escritores e músicos que fazem da cidade um ponto de cultura no recôncavo da Bahia.
Taiane Nazaré
Centro da História pelas suas lutas na Independência do Brasil, Cachoeira, cidade no recôncavo da Bahia, ainda é reflexo dos acontecimentos históricos, nas fachadas das casas e em suas ruas ladrilhadas. Seu burburinho cultural vem deixando sua marca em galerias, oficinas de capoeira, sebos, encontros de poetas, músicos, pintores e admiradores das artes. O encontro é feito geralmente à noite, e, quando se fala em ir para um barzinho legal, ouvir um poeta recitando, bater um papo no meio dos trabalhos de artistas reconhecidos, o Pouso da Palavra é uma boa pedida. O lugar, marcado pela originalidade, por seus traços de arte nas mesas com bases de máquinas de costura, e pelos objetos que compõem o espaço, foi idealizado por Damário da Cruz, poeta e fotógrafo que há dez anos abriu essa mistura de galeria, bar e biblioteca.
Rosângela, que toma conta do espaço do artista, conta que o desejo inicial de Damário da Cruz era colocar somente os seus trabalhos de fotografia e poesia a mostra. Mas com o tempo colocou a sua casa de portas abertas para conterrâneos da cidade e todos os artistas dispostos a expor seus trabalhos. Além da freqüência artística no ambiente, professores e estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia aproveitam o espaço, para promover lançamentos de livros, saraus de literatura e exibição de filmes.
No mesmo clima entra o sebo Café com Arte de Michel Bogdanowicz, polonês naturalizado brasileiro que, 35 anos depois de chegar ao Brasil, decidiu morar em Cachoeira. O sebo comercializa, além de livros, artefatos, adereços e CDs antigos e disponibiliza o espaço para a exibição de filmes, apresentação de grupos musicais e lançamentos de livros, tudo aberto ao público. Além de petiscos deliciosos, o lugar proporciona boa música e boas histórias contadas pelo dono do sebo.
Arte para todos os gostos
Outra boa atração para os turistas são as galerias e ateliês que só mostram quadros, artefatos e jóias para venda, como o atelier e galeria Luz do Sol. O espaço pertence ao artista plástico Billy Oliveira, que pinta há mais de 10 anos e diz sofrer no verão com a queda de turistas na cidade. Com isso, abre a galeria por mais tempo, nas festas tradicionais, como a D’ajuda e de Nossa Senhora da Boa Morte.
Para quem deseja comprar arte africana, jóias trabalhadas com pedras de todos os tipos a galeria de Mônica Maia e Pedro Aragão está à disposição. Próxima à igreja matriz da cidade, o ambiente, com iluminação adequada e amplo espaço se divide entre as especialidades dos donos. A Mônica Maia, que nos recebeu para a entrevista, é uma artista que desenha e monta jóias. Diz que o espaço tem sim um público restrito, poucos moradores da cidade e bastante gente da França, Canadá e Itália que compram com mais freqüência suas obras. Mas a população local entra mais por curiosidade, pois o espaço foi aberto há pouco tempo. Carioca, Mônica revela que adora a cidade de Cachoeira, mas acha que se tem pouca preocupação dos órgãos competentes em investimentos na área da cultura.
Cachoeira, para quem a visita, mostra-se cada dia mais expressiva, um lugar no qual a cultura permeia por todos os cantos. Para quem a habita é motivo de orgulho pela presença de poetas, escritores e músicos que fazem da cidade um ponto de cultura no recôncavo da Bahia.
Taiane Nazaré
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